quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Novo Recesso !!!

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Novo recesso por motivo de saúde do editor.

Logo, logo, tô de volta !!!

Enquanto isso aproveitem e dêem uma olhadinha nos posts antigos.

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domingo, 17 de janeiro de 2010

De volta ao trabalho !!!!

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No começo dos anos 90, mesmo sem parte da grande parafernália de dispositivos de vigilância existentes hoje, Giles Deleuze, já se posicionava em relação ao tema. Para ele todo o quadro de novas tecnologias de observação e controle já apontava para um processo de construção de uma Sociedade de Controle.

Nesta sociedade (quando ele escreveu os computadores pessoais não estavam tão velozes, em relação ao processamento, mas já havia a existência de redes telemáticas) o poder “seria cada vez mais ilocalizável, porque disseminado entre os nós das redes. Sua ação não seria mais vertical, como anteriormente, mas horizontal e impessoal” .

Deleuze, de uma forma bastante pessimista chega a prever profeticamente que:

"Diante das próximas formas de controle incessante em meio aberto, é possível que os mais rígidos sistemas de clausura nos pareçam pertencer a um passado delicioso e agradável"


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O Retorno !!!

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Retorno dia 17/01/2010
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domingo, 6 de dezembro de 2009

Vigilância e Voyeurismo

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Na postagem da Quarta-Feira passada (02 de Dezembro) falou-se um pouco sobre subjetividades envolvidas quando pesquisamos o tema Vigilância.

Entre essas subjetividades encontradas pode-se citar a questão que se refere ao uso de novas tecnologias (celular, por exemplo) por homens que filmam mulheres em trens, metrôs, ônibus, e até mesmo em casas de show, aproveitando-se do estado etílico de suas "vítimas", para uso prazeiroso do resultado das filmagens. Um novo estilo de voyeurismo.

Vejam este exemplo demonstrado em matéria jornalística da BandNews de 31 de Março de 2009:


Ao final da matéria uma advogada ouvida pelo repórter sugere, paradoxalmente, que a melhor forma de reprimir a vigilância "não admitida" de voyeuristas sobre suas "vítimas" seria o uso de câmeras dentro dos locais onde ocorrem as filmagens.

Ou seja, a vigilância "legal" do Estado como forma de inibir a vigilância "ilegal" do indivíduo voyeur.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Subjetividades no Tema Vigilância

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Com as novas tecnologias de vigilância, a privacidade torna-se mais subjetiva do que nunca. O público e o privado se confundem, às vezes, com nossas próprias autorizações. As relações de poder e prazer se interpõem uma a outra.

Prazer no sentido anotado pela professora da UFRJ, Fernanda Bruno, outra pesquisadora do tema Vigilância, brasileira e nossa contemporânea (já citada em uma das postagens aqui criadas).

Para ela a vigilância em nossa sociedade vai se naturalizando através de todo um manancial tecnológico.


Reportagem da TV Bandeirantes citada em Comentário do dia 29/11

Objetos concretos como as câmeras de segurança, os celulares com câmeras, ou canetas espiãs, ou os velhos microfones, se misturam a elementos do ciberespaço como redes sociais (Orkut, Myspace) e sites de compartilhamento de fotos ou vídeos (Flickr, YouTube), formando um emaranhado complexo onde o espetáculo, o voyeurismo, e o exibicionismo se confundem com a vigilância propriamente dita.

O caráter multifacetado da vigilância se faz notar nos afetos que hoje mobili-za: se por um lado ela se justifica ou se exerce pelo medo e pela promessa de segurança, ela também mobiliza ou expressa todo um circuito de libidos, prazeres e desejos. Devemos lembrar que a vigilância não é apenas herdeira da cinzenta maquinaria industrial-disciplinar, da empoeirada burocracia estatal e das luzes esclarecidas do Iluminismo. A vigilância também herda as cores e os prazeres da cultura do espetáculo que floresce junto com as cidades modernas.
No começo do anos 90, mesmo sem parte desta grande parafernália de dispositivos de vigilância, Giles Deleuze, já se posicionava em relação a elas. Para ele todo o quadro de novas tecnologias de observação e controle já apontavam para o processo de construção de uma Sociedade de Controle.

Nesta sociedade (quando ele escreveu os computadores pessoais estavam engatinhando, em relação à velocidade de processamento, mas já havia a existência de algumas redes telemáticas) o poder “seria cada vez mais ilocalizável, porque disseminado entre os nós das redes. Sua ação não seria mais vertical, como anteriormente, mas horizontal e impessoal”.

domingo, 29 de novembro de 2009

Muito além das câmeras...

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Fonte: Mundo sombrio de Matrix

Além das câmeras, que talvez sejam os dispositivos de vigilância e controle mais visíveis para os olhos humanos, há outros exemplos passíveis de análise. Lembro de um que é mostrado no filme "Seven", de David Fincher, com Brad Pitt e Morgan Freeman... exibido em 1995...

Ali já transitavam as primeiras impressões de como as "novas" tecnologias de dados poderiam servir ao Estado como ferramentas de controle. Os policiais pesquisam o tipo de leitura das pessoas na biblioteca. Encontram o assassino devido aos livros que ele leu. Tudo cadastrado nos computadores da biblioteca.

Na realidade, uma vigilância tão ou mais transparente do que as câmeras escondidas, propiciando uma simulação eterna de observação e controle de dados que antes não era possível de se juntar em um mesmo dispositivo.

Seria o mesmo tipo de observação e controle exercido por lojas virtuais. “Bom dia, Senhor Fulano”, é como as lojas nos tratam a partir da observação de nossos dados, encontrados nos nossos computadores pessoais, através de “cookies” (dispositivos “inteligentes” de busca de informações), ou mesmo ilegalmente através de “trojans” (outro tipo de dispositivo de busca de informações), verdadeiros Cavalos de Tróia, como o próprio nome já faz lembrar.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Resenha: Sorria, Você está Sendo Controlado

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Hoje postamos aqui uma pequena resenha sobre o livro Sorria, Você está Sendo Controlado: Resistência e Poder na Sociedade de Controle com autoria de Sonia Regina Vargas Mansano, editado pela Summus Editorial, em 2009.

A autora deste livro é psicóloga e leciona na Universidade Estadual de Londrina.

No livro, Mansano parte do princípio de que vivemos em uma sociedade de controle, com base nas afirmações de Giles Deleuze.

Na introdução ela inicia uma contextualização histórica desta sociedade. Busca auxílio na literatura, com George Orwell (1984) e Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo). Ela lembra que o Grande Irmão de Orwell via tudo “graças a convergência das informações que lhe chegavam”, podendo “interferir, e, em certa medida, dirigir a vida dos que lhe eram submetidos”. (página 15).

Mostra que este controle se daria no mundo orwelliano a partir de dispositivos disciplinares, como Michel Foucault teorizava com relação ao nosso mundo. E seria em nosso mundo que o monitoramento a partir dos dispositivos invade nosso cotidiano.

Mas atualmente estaríamos saindo da sociedade disciplinar (Foucault) para a sociedade de controle (Deleuze). Nesta última o controle “se disseminou no cotidiano e passou a fazer parte da vida da população sem ser necessariamente identificado como tal”. (página 17).

Mas para Deleuze estaríamos (escreveu em 1996) num período de transição. Isto torna mais complexa a percepção da mudança, pois as forças de mudança “guardam ainda uma dimensão invisível e indizível, pois intervêm nas esferas mais capilares do cotidiano das populações”. (página 45).

Uma das possíveis percepções é de que os dispositivos de controle já não se encontram apenas em mãos de instituições poderosas, como o Estado, as grandes empresas, mas disseminado pela sociedade.

Para analisar estes “dispositivos de controle contemporâneos” a autora busca respostas em situações cotidianas nas quais se faz presente, através de leitura de jornais, sites, encartes publicitários, programas televisivos.

Ela busca exemplos na área criminal no monitoramento de criminosos, auxiliado por satélites, com uso de “coleiras”, ou “braceletes” eletrônicos, ainda pouco usados no Brasil (“por respeito à dignidade do condenado”, ou pelo próprio custo).

Outro exemplo de vigilância, auxiliada pela convergência tecnológica, é o uso de cameras nos lares e com imagens transmitidas “ao vivo” pela Internet. Os visitantes do site em que se encontram as imagens podem se tornar “ghost watchers”, enviando mensagem de alerta ao dono da casa, quando aparecer algum “ectoplasma”. (página 62).

Ao final do livro a autora lembra Deleuze e Guattari observando que “as possibilidades de resistência são criadas por ocasião de cada novo encontro... e assim as linhas de resistência são ensaiadas durante o contato do sujeito com a passagem dos dados e dos fluxos que atravessam seu cotidiano e com os quais ele produz novas e inusitadas combinações”. (página 180).