quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Novas Narrativas para uma Reportagem Audiovisual
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Mídia & Controle Social I
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"Ir para onde está o silêncio. Esta é a responsabilidade de um jornalista: dar voz àqueles que foram esquecidos, abandonados, afastados pelo poder. Essa é a melhor razão que conheço para carregar nossas canetas, câmeras e microfones em nossas próprias comunidades e pelo mundo afora". Esta é uma citação do livro Corrupção à Americana, de Amy Goodman, Editora Bertrand Brasil, publicado em 2005.
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Concordo completamente com a autora, jornalista da organização Democracy Now, que faz uma crítica feroz ao atual governo americano, com relação a sua presença no Iraque, e a governos anteriores, acerca da posição americana quanto ao Timor Leste, por exemplo.
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Mas, obviamente, isto é uma escolha. É a partir dessas escolhas que o jornalista constrói sua agenda de notícias e assuntos a serem debatidos em seus textos. E, quando falo de escolhas, também falo de escolhas editoriais, que, normalmente, refletem as posições dos editores ou proprietários dos jornais.
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Vou me aproveitar mais uma vez da revista semanal Época, de 21 de maio de 2007, para demonstrar como penso que isso funciona de uma forma prática e rotineira. Peguei essa revista e me fixei a seus colunistas ("Nossos Colunistas"). Gustavo Franco, Max Gehringer, Fareed Zakaria e Ricardo Freire.
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Tive a impressão, ao terminar de ler os quatro artigos, de estar vivendo em um mundo de uma só direção. Talvez o chamado mundo de um só pensamento. Os títulos já demonstram boa parte do que será o resto do texto: Sete idéias ruins para jogar fora; O fruto do trabalho... alheio; É errado ter medo do livre-comércio; e finalmente, Os segredos para voar pagando pouco.
Em todos os artigos é possível perceber que seria bom para o mundo que o Deus Mercado fosse respeitado, que as leis trabalhistas fossem flexibilizadas, que se deve desonerar as empresas privadas dos impostos, que os trabalhadores devem competir dentro das empresas para que vença o melhor...
Se agregarmos a isso algumas das entrevistas, teremos pérolas de defesa do sistema neoliberal, onde o que importa é a livre competição que sempre trará, na opinião dos entrevistados, o progresso e o sucesso. Como em trecho da entrevista de Ian Bremmer, onde ele diz que "há uma crescente convergência entre esquerda e direita no país sobre a necessidade de conduzir reformas no sistema de aposentadorias e nas finanças públicas". Dá prá perceber pelo resto do texto que a "convergência" a que ele se refere é aquela que tira os direitos dos trabalhadores e, mais uma vez, desonera um tal de "Custo Brasil".
Tudo bem que a revista não é nenhum órgão de imprensa de agrupamento de esquerda, mas bem que eu gostaria de, de vez em quando, ler opiniões contrárias a toda essa linha editorial, que privilegia os textos pró-reformas, esquecendo-se dos "esquecidos e abandonados" trabalhadores.
Outro dia uma professora me disse que eu estava muito pessimista a respeito do mundo, pois privilegiei, em projeto de pesquisa, algumas citações que viam o mundo num beco quase sem saída. Mas não é essa uma das maneiras de começarmos a querer uma mudança ?
Para encerrar este post deixo aqui uma daquelas citações, que admiro pela simplicidade e clareza, de Ignácio Ramonet, diretor-presidente do Le Monde Diplomatique, encontrada no livro Ensaios sobre o Neoliberalismo, da Editora Loyola:
"Nas democracias atuais, cada vez mais cidadãos livres sentem-se atolados, lambuzados por um tipo de doutrina viscosa que, imperceptivelmente, envolve todo raciocínio rebelde, inibi-o, desorganiza-o, paralisa-o e termina por asfixiá-lo. Essa doutrina constitui o 'pensamento único', única autorizada por um invisível e onipresente controle de opinião".
Texto originalmente postado no blog
em Maio de 2007
domingo, 19 de dezembro de 2010
Afinal, para que servem os Totens ?
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
O Controle que vem da Tela
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Invasões, Invasões...
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domingo, 14 de novembro de 2010
Vigilância reduz criminalidade ?
Enquanto a utilização da video-vigilância pela aplicação da lei aumentou, a criminalidade em geral na Califórnia manteve-se relativamente estável, e, em alguns casos, diminuiu. Em 2006, o estado teve 518 crimes violentos e 1.889 crimes contra a propriedade por 100.000 habitantes (California Department of Justice, 2006). Em comparação com outros estados, a Califórnia se classifica em 25º lugar na taxa de criminalidade por 100.000 habitantes (United States Department of Justice, 2005).
A taxa de crimes violentos na Califórnia aumentou 1,2 por cento em 2006, este foi o primeiro aumento em 13 anos (California Department of Justice, 2006). Em contraste, a taxa de crimes contra o patrimônio tem aumentado continuamente desde 1999.
A prevenção da criminalidade continua a influenciar tanto as mentes da população quanto o orçamento do Estado. Uma pesquisa feita em 2006 pela Ralph Lewis Goldy e Centro Regional de Estudos Políticos da Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), indicou que o crime foi o segundo assunto mais importante entre os moradores do sul da Califórnia neste ano (SCS Fact Sheet 2006).
domingo, 17 de outubro de 2010
Opinião, Fluxo de Informação e Controle
Na próxima Quarta-Feira colocarei aqui os outros trechos da conversa.
domingo, 26 de setembro de 2010
Imprensa e Convergência Midiática
Nova postagem sobre o tema publicado aqui neste blog apenas na próxima Quarta-Feira.
Enquanto isto podem ver o trabalho laboratorial concluído hoje na disciplina Imprensa e Convergência Midiática, com Lia Seixas.
http://www.labjor.com/?p=150
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Vigilância pelas Câmeras
Nela o repórter Rafael Coimbra faz um pequeno resumo sobre como as câmeras se inserem em nosso mundo atual, e, de uma forma aparentemente isenta, revela o que vem junto com ela de útil (combate a criminalidade) e de ruim (invasão de privacidade).
domingo, 5 de setembro de 2010
Todo mundo quer saber onde você está
Localização geográfica divulgada na internet, ou em celulares, pode ser usada de forma indevida. Como aconteceu este ano com um jogo para smartphones, que tinham o sistema operacional Android. O famoso “jogo da cobrinha” tinha apenas um problema: os dados eram passados para um servidor, que copiava a localização do usuário e mandava para os hackers.
Além dos aplicativos, as redes sociais de localização geográfica também estão se integrando aos smartphones. Com isso, o usuário pode acessar as redes através desses dispositivos.
Apesar do crescimento no número de pessoas que estão entrando nas redes de geolocalização (Facebook, Foursquare e Gowalla, por exemplo), algumas das críticas a esse tipo de serviço ainda caem na questão da privacidade.
Este mês foi divulgado um estudo que aponta números sobre a utilização das redes sociais de geolocalização. Segundo a pesquisa feita pela Loopt, rede social móvel que permite ao usuário visualizar localização de amigos, e publicada no site R7, pessoas nascidas depois de 1981 são as que mais usam aplicativos de geolocalização, pois são menos exigentes com a privacidade.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Mais Orwell...
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O documentário se chama: Orwell se revira em seu caixão... forma sarcástica de mostrar que a situação atual no mundo, em determinados aspectos, pelo menos, está muito além do pessimismo (pretensamente exagerado) daquele inglês, que combateu os fascistas espanhóis comandados pelo Generalíssimo Franco.
No trecho aborda-se particularmente a situação dos jornalistas e da imprensa, tangenciando as questões discutidas secularmente sobre poder, verdade, etc.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Vigilância, Corrupção e Controle Social
The New York Times - 12/08/2010
domingo, 1 de agosto de 2010
Por uma cultura remixada
domingo, 25 de julho de 2010
Câmeras Reduzem o Crime nas Cidades ?
Vejam a matéria.
A cidade de Londres tem mais de 10 mil câmeras de vigilância instaladas em áreas públicas, mas somente um em cada cinco crimes é resolvido por conta da vigilância, afirmou Dee Doocey, porta-voz do partido Liberal Democrata na Assembléia de Londres, responsável pela determinação de políticas de transporte e policiamento nos 32 distritos de Londres e o centro da cidade.
"Nossos números mostram que não há ligação entre o alto número de câmeras de vigilância (CCTV) instaladas e uma redução na incidência de crimes" comparou Doocey. "Distritos com centenas de CCTVs não estão se saindo melhor do que áreas com uma dúzia de câmeras."
Os defensores das câmeras de vigilância acreditam que a solução está mais voltada a prevenir do que solucionar o crime. No entanto, embora as câmeras na cidade tenham ajudado policiais a identificar, em poucos dias, os responsáveis pelo atentado a bomba no metrô de Londres, em julho de 2005, não conseguiram evitar o incidente.
Nos últimos dez anos, a instalação das CCTVs na cidade de Londres custou mais de 200 milhões de libras (400 milhões de dólares) aos cofres públicos, disse Doocey, que sugere um debate mais amplo sobre o policiamento da cidade.
Peter Sayer, editor do IDG News Service
domingo, 18 de julho de 2010
Vigilância em Escola no Rio de Janeiro
Cresce em todo o mundo a instalação de câmeras de vigilância em escolas, sob o argumento de prevenir atos de vandalismo e violência. No Brasil, São Paulo e Brasília têm os maiores projetos de vigilância nas escolas públicas. Em São Paulo, 300 escolas da rede municipal estão sendo equipadas e no Distrito Federal são 620 escolas públicas a contar com câmeras de vigilância.
Segundo a ABESE (Associação das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança) as escolas privadas foram pioneiras no uso de monitoramento eletrônico, o que não surpreende, em particular no Brasil, onde a vigilância privada supera em muito a pública, o que nos diferencia de boa parte do mundo em termos de vídeo-vigilância. É perturbador ver essa adesão inquestionada à vídeo-vigilância e a sistemas de inspeção policiais em ambientes escolares.
domingo, 11 de julho de 2010
O Fim do Fim da Privacidade

Uma em cada 4 pessoas que usam a internet no mundo tem uma conta no Facebook. Esse meio bilhão de pessoas publica 14 milhões de fotos diariamente. Os 100 milhões de usuários do Twitter postam 2 bilhões de mensagens por mês. Dê um Google no nome de alguém e os tweets dele vão estar lá. Pesquisadores cunham termos bonitos como a “era da hipertransparência” para tentar falar que há Xeretas e exibicionistas demais hoje.
E a maior rede social do planeta deu um passo grande rumo a tal hipertransparência: em maio, o Facebook mudou as regras sobre o quanto que estranhos podem saber da sua vida. “Estamos construindo uma internet onde o padrão é ser sociável“, decretou Mark Zuckerberg, criador e presidente do site, ao anunciar as mudanças. Utopia sociológica à parte, interessa para ele que usuários de seu serviço possam ser encontrados com mais facilidade. Se você não está no Facebook e encontra aquele amor antigo do ginásio ali, tende a entrar para a rede social. E, quanto mais gente lá, mais Zuckerberg pode faturar com publicidade.
Às mudanças: de cara., elas parecem bem sutis. Antes, não dava para Ver a foto de perfil ou a idade de uma pessoa pesquisada, por exemplo. Agora, a não ser que o usuário mude as configurações no braço, um resumo de sua ficha ficará exposto na internet. Não é pouca coisa. Pense em quem teve um término de relacionamento conturbado e quer manter distância de namorados maniacos; ou em um adolescente que mudou de escola por causa de bullying e corre o risco de que tudo comece de novo se os novos colegas descobrirem isso; em quem sofre de assédio moral no trabalho ou foi testemunha de um crime; em quem não quer que os pais descubram detalhes de sua Vida sexual. Para todos eles, qualquer detalhe que o Facebook divulgue pode fazer uma grande diferença...
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Pensando cada vez mais rápido
Em 1995, o historiador Eric Hobsbawn, no seu livro Era dos Extremos, já criticava a tendência à superficialidade em um mundo atual tão repleto de informações. E, ao mesmo tempo, dava a receita para que as novas gerações pudessem religar suas vidas ao seu passado histórico.
A destruição do passado – ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas – é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que os outros esquecem, tornam-se mais importantes que nunca no fim do segundo milênio. Por esse mesmo motivo, porém, eles têm de ser mais que simples cronistas, memorialistas e compiladores.
Na Googlelândia, a liberdade é plena, porém vigiada. A empresa registra tudo o que escrevem, o que fazem e o que compram os usuários. Mas o lema oficial da companhia é: “Não faça o mal”. De pronto, argumenta que, quando o sistema vasculha as mensagens do Gmail, por exemplo, é para oferecer a você as propagandas que mais possam interessá-lo.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Sobre os Totens Soteropolitanos
As respostas foram enviadas pela Sucom, através da sua Assessoria de Comunicação.
Logo abaixo deixo as questões e respostas.
Pronto... é isso.
Domingo volto para comentar sobre as respostas.
domingo, 30 de maio de 2010
Relatos acerca da Sociedade da Vigilância (1ª Parte)
Segue parte dele logo abaixo.
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Parte A: Apresentando a Sociedade da Vigilância
1.1 - Nós vivemos na sociedade da vigilância. Não faz sentido usar um tempo futuro para falar sobre a sociedade da vigilância. Em todos os países ricos do mundo, a vida cotidiana é permeada de encontros vigiados, não apenas à luz do dia, mas 24 horas por dia, sete dias por semana. Alguns desses encontros interferem na nossa rotina, como quando recebemos uma multa por avançar o sinal vermelho sem que houvesse ninguém por perto, exceto por uma câmera. Mas a maioria desses encontros vigiados já faz parte do nosso dia a dia. Nem reparamos neles.
1.2 - Pensar nos termos da sociedade da vigilância é escolher um ângulo de visão, uma maneira de enxergar o mundo contemporâneo. É expor de maneira clara não apenas os encontros diários, como também os enormes sistemas de segurança que sustentam a existência moderna. Isso não se resume ao fato dos sistemas de circuito interno registrarem nossa imagem várias centenas de vezes por dia, ou dos caixas de supermercado pedirem nossos cartões de fidelidade, ou de precisarmos de um cartão de acesso codificado para entrar no escritório pela manhã. O que acontece é que esses sistemas representam uma infraestrutura básica e complexa, que presume que coletar e processar dados pessoais é algo vital para a vida contemporânea.
1.3 - De maneira convencional, falar na sociedade da vigilância é invocar algo sinistro, envolvendo ditadores e totalitarismo. Já vamos falar no Grande Irmão, mas a sociedade da vigilância é melhor compreendida como o resultado de práticas organizacionais modernas, dos negócios, do governo e do exército do que como uma conspiração secreta. A vigilância pode ser vista como um avanço rumo à administração eficiente, na visão de Max Weber, algo benéfico para o desenvolvimento do capitalismo ocidental e do estado-nação moderno.
1.4 - Certos tipos de vigilância sempre existiram: as pessoas se fiscalizam em prol do bem comum, por questões morais e para descobrir informações em sigilo. No entanto, há quatrocentos anos, métodos ‘racionais’ começaram a ser aplicados a práticas organizacionais, eliminando os controles e redes sociais informais dos quais dependiam os negócios e o governo. Os elos sociais comuns entre as pessoas se tornaram irrelevantes, de forma que as conexões familiares e as identidades pessoais deixaram de interferir no perfeito funcionamento dessas novas organizações. A boa notícia é que os cidadãos, e eventualmente os trabalhadores, poderiam ter a expectativa de que seus direitos fossem respeitados, já que eles eram protegidos por registros precisos e também pela lei.
domingo, 9 de maio de 2010
Vigilância e Violência Urbana
Não é difícil se perceber que muita gente gosta da ideia de aumentar e melhorar os sistemas de vigilância, pois, em tese, isso deveria diminuir o estado de violência que se vive nas grandes cidades (seja do Brasil ou em qualquer outro local do mundo).








